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Igreja de Santa Cristina - Paróquia de Afife

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Igreja Matriz de Afife SÍNTESE HISTÓRICA - IGREJA SANTA CRISTINA DE AFIFE
No litoral minhoto, freguesia mais setentrional do concelho de Viana do Castelo, a paróquia de Santa Cristina de Afife deve ser de fundação muito antiga. Segundo Avelino de Jesus Costa, já devia existir no Sec. X.
Fazendo parte do bispado de Tui até 1381, ano em que as terras entre Lima e Minho passaram a uma administração independente de Tui - a Comarca Eclesiástica de Valença - Afife, passou, a partir de 1444, a fazer parte da diocese de Ceuta, assim permanecendo até 1514, ano em que aquelas terras passaram a pertencer definitivamente ao arcebispado de Braga, até à recente criação da diocese de Viana.
"Administrativamente", a paróquia de Santa Cristina de Afife pertencia à terra de S. Martinho e eclesiasticamente ao arcediagado da Terra da Vinha. Embora começassem por pertencer ao bispado de Tui os benefícios da Igreja de Afife, a partir de 1156 passaram para o cabido, conforme divisão feita entre o seu bispo D. Isidoro e aquele cabido.
Em 1262, D. Afonso III permutou alguns bens, entre eles a parte que possuía na Igreja de Afife, com o bispado e cabido de Tui, pelo padroado da Igreja da Vinha. Pagava a D. Dinis, por conta dos benefícios eclesiásticos do bispado de Tui, situados entre Lima e Minho, cento e cinquenta libras.
Nos anos que se seguiram á sua incorporação no arcebispado de Braga, rendia para o arcebispo setecentos e catorze reis e sete pretos. Em 1522, o Papa Adriano VI provê e confirma Fernando do Porto no benefício da Igreja de Afife. Mais tarde (1545-49), a quando da avaliação dos benefícios da Comarca de Valença do Minho, foi avaliada a cento e cinquenta mil reis, enquanto a sua vigararia em vinte mil reis e o pé de altar.
Em 1755, o pároco era reitor de apresentação da Sé Apostólica nos meses de Janeiro, Abril, Julho e Outubro; do Senhor Ordinário nos meses de Fevereiro, Maio, Agosto e Novembro; do mosteiro de S. Domingos de Viana nos de Março, Junho, Setembro e Dezembro. As dízimas premissas e são-joaneiras pertenciam ao marquês da Fronteira, seu comendador, e, daqueles benefícios, satisfazia os encargos da Igreja, capela-mor, sacristia e casa da residência. Os rendimentos certos desta reitoria, pagos pela comenda da ordem de Cristo, eram quarenta mil reais. Somando a estes alguns rendimentos incertos e o passal, tudo andaria por uns 106.400 reis. Se lhe descontarmos despesas de vária ordem ficariam uns 67.763 que mal dava para a côngrua e uns moderados vestidos.
No século XIX ainda se podiam enumerar várias Irmandades e Confrarias, algumas das quais chegaram até aos nossos dias, como S. S. Sacramento, Senhora das Dores, Rosário, Santíssimo Coração de Jesus e Todos os Santos.
A Igreja de Afife era também cabeça de outra confraria que congregava irmãos de várias paróquias - a Confraria de Santo Isidoro - cujo padroeiro se venera na capela do mesmo nome, junto ao mar, a norte da Vila Praia de Âncora, já na freguesia de Moledo.
Constituíam a confraria primitivamente 14 Igrejas mas, a partir de meados do Sec. XVII, com a divisão da Igreja de S. Pedro de Varais pelas Igrejas de Azevedo e Vile, passaram a ser 15. Mais tarde, com a reunião das paróquias de S. Pedro de Soutelo e de S, Martinho de Soutelo numa só, a confraria passou novamente a ser constituída por 14 freguesias. De entre as várias manifestações de carácter religioso, obrigavam-se aquelas freguesias a realizarem umas procissões, conhecidas por clamores, a vários locais de culto, em datas estabelecidas durante o ano, onde os irmãos de cada paróquia deviam ir com a cruz da sua freguesia. Também havia uma outra cruz, com dois braços, conhecida por Cruz da Confraria ou do Concelho que deveria estar presente em todos os clamores, desfilando em primeiro lugar.
Estes clamores, realizados em dias certos, tiveram início, segundo a tradição, no Sec. XIV em ano de grande estiagem, como sinal de penitência e prece por tempo mais bonançoso. Eram vários os locais onde se realizavam as procissões. Regra geral, partiam dum local onde existia um cruzeiro, para a capela de Santo Isidro ou para outros locais de culto. Dentre elas podemos destacar os clamores a S. Pedro de Varais, S. Salvador de Bulhente, Santiago de Cristelo, S. João d'Arga, S. João de Cabanas, S. Bento de Seixas e Senhora da Serra (Dem).
O clamor a Cabanas era feito no dia de S. João Baptista, 24 de Junho, da parte de tarde. Partia, primitivamente, do cruzeiro da Matança, limite de Afife com Âncora, para o mosteiro de Cabanas. Mais tarde passou a ter inicio no sítio de Cruzeiro do Val, local um pouco mais a sul que o primitivo.
 
ENQUADRAMENTO AGRÁRIO

Antes da fundação da nacionalidade as vilas de Afife e Vila Meã pertenceriam na quase totalidade aos descendentes de Paio Bermudes, - o presor galego responsável pelo repovoamento da região entre Lima e Minho - fundadores do mosteiro de S. Salvador da Torre. Alguns desses descendentes doaram vários casais a este mosteiro, pelo que, em finais do Sec. XII outras instituições aparecem também com bens na freguesia. Dentre elas, podemos destacar o cabido e Sé de Tui e o mosteiro de S. João de Cabanas.
Os bens fundiários da Igreja de Afife, á data da elaboração deste tombo, não eram apreciáveis, se os compararmos com os do mosteiro de Cabanas, ou até de outros possuidores. É provável que a existência deste mosteiro de monges bentos, tivesse dificultado ou até impedido o acrescentamento de terras ao património paroquial. Por outro lado, a existência de outras instituições eclesiásticas com terras em Afife, também não era de molde a que a expansão senhorial da igreja se pudesse desenvolver.
De fundação anterior a 1162, tendo recebido carta de couto em 1177, S. João de Cabanas seria a instituição senhorial com mais influência na freguesia, cujos bens seriam gradualmente acrescentados não só por doações ou generosidade de alguns, como também com as terras de outros donos que, na impossibilidade de as controlarem, as foram abandonando.
Com o andar dos tempos a Igreja de Afife foi perdendo terras, chegando a princípios do Sec. XVIII reduzida ao edifício e ao passal.
Para esta situação, muito deveria ter contribuído a concessão de comendas, que veio a permitir grandes abusos a partir so Sec. XV. Os reis apoiavam-nas pois encontravam nelas meio fácil de recompensar serviços ou de conceder favores. Desta forma, o agraciado ficava senhor e administrador dos bens, recebendo todas as vantagens inerentes a tal qualidade. Assim, os bens eclesiásticos, a partir dos finais do Sec. XV, foram-se tornando presa fácil não só de certos clérigos, como também, e sobretudo, de leigos. Os comendadores viviam longe e apenas tratavam de dissipar os rendimentos, desprezando por completo não só a direcção espiritual que estava entregue a um reitor que recebia uma magra quantia da comenda, como até a administração dos bens. Muitas vezes tomavam certas propriedades como suas e delas dispunham. Afife não escapou á regra. Quando da extinção das comendas as terras deviam andar noutras mãos ou na posse dos descendentes dos comendadores, não tendo o legítimo proprietário, neste caso a Igreja de Santa Cristina de Afife, já capacidade legal para as reivindicar. (Tombo da Igreja Santa Cristina de Afife 1548 - António Rodrigues França Amaral)
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